Como meio de sobressair à crise, imóveis têm papel fundamental

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Em tempos de crise, uma preocupação frequente dos profissionais do mercado de lançamentos imobiliários diz respeito ao direcionamento de seus investimentos. Por isso, eles têm buscado investir em empreendimentos imobiliários rentáveis, capazes de oferecer um retorno mais rápido. Se você também quer saber quais são esses empreendimentos para direcionar melhor os seus investimentos, listamos os 5 (cinco) mais rentáveis do momento. Confira:

Imóveis residenciais do segmento popular: rentabilidade aliada à alta procura

O segmento popular é uma das grandes bolas da vez no Brasil, e, com a crise econômica, ele tem sido a opção de várias incorporadoras que não buscam, apenas, se manter competitivas, mas também querem se destacar no mercado.

Veja o exemplo da MRV. Focada na habitação popular, ela foi eleita esse ano pela quarta vez consecutiva como a maior incorporadora do Brasil, segundo o ranking ITC- As 100 maiores da construção. Hoje, ela está à frente em uma série de indicadores: número de lançamentos, vendas, lucro líquido e receita líquida operacional. O foco da MRV, e das incorporadoras de sucesso desse segmento, divide-se entre o Minha Casa Minha Vida e outros tipos de imóveis focados em famílias de baixa renda.

Embora o programa tenha sido alvo de muitos boatos nos últimos tempos, sua continuidade foi confirmada pelo Ministério das Cidades. A terceira fase, que foi anunciada com previsão de 2 milhões de unidades a serem lançadas até 2018, deve sofrer algumas alterações, mas está garantida. Por isso, o segmento popular ainda figura entre os empreendimentos imobiliários mais rentáveis.

Imóveis de alto padrão: investimentos baseados na inteligência de mercado

Assim como a habitação popular, os imóveis de alto padrão também estão entre os empreendimentos imobiliários mais rentáveis, e essa boa fase dos imóveis mais caros se deve a uma série de fatores.

Um dos problemas que tem sido enfrentado por quem trabalha com vendas é a dificuldade de obtenção de financiamento imobiliário. Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, no último mês de abril o montante total de financiamento imobiliário foi de R$ 3,5 bilhões, contra R$ 9,2 bilhões no mesmo período em 2015. Isso representa uma queda de 62%, e é nesse ponto que o segmento de alto padrão sai ganhando, já que é menos dependente de financiamento do que os imóveis de valores populares ou intermediários.

O segmento de alto padrão também sai na frente, pois as famílias com renda maior costumam ser as últimas a sentir os efeitos das crises, por isso seu poder aquisitivo não é prejudicado, e elas continuam mantendo seus hábitos de consumo, mesmo quando outros segmentos se retraem.

Estrangeiros ou pessoas que têm investimentos fora do país também ganharam com a desvalorização do dólar, outro fator que ajudou a impulsionar esse segmento, juntamente pela discreta queda no valor do metro quadrado.

Estúdios em grandes centros: nicho imobiliário em expansão

Os grandes centros urbanos do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e suas cidades metropolitanas, têm visto um movimento de valorização de bairros mais centrais com o ressurgimento dos lançamentos imobiliários nessas regiões, que costumam ser ricas em transporte público e conveniências.

O perfil de quem busca esses empreendimentos, que, em geral, são compactos e exigem menos cuidados com manutenção, costuma ser de estudantes ou profissionais que moram sozinhos e valorizam a praticidade desses bairros cheios de facilidades.

Por isso, estúdios e microapartamentos têm sido cada vez mais valorizados nesses locais. Uma pesquisa da Imobiliária Lopes revelou que mais de 21% dos lançamentos imobiliários em São Paulo, no ano de 2013, foram de apartamentos com apenas 1 dormitório. E a tendência é que esses números continuem crescendo nos próximos anos, já que, segundo o IBGE, entre 2004 e 2013, o número de pessoas que optam por morar sozinhas cresceu 35%.

Loteamentos no interior do Brasil: rentabilidade acompanha a valorização das cidades

Se nos grandes centros os estúdios são a sensação, no interior do país os loteamentos continuam com bastante força, especialmente em regiões onde o agronegócio tem se destacado. Os loteamentos são hoje, juntamente com o segmento popular, uma das grandes forças que têm puxado os números do mercado, já que, juntos, os dois cresceram 20% no primeiro trimestre do ano, em comparação a 2015.

E quando falamos em loteamentos, não consideramos apenas os terrenos mais populares, mas também os de alto padrão em cidades e regiões onde o poder aquisitivo está crescendo.

Esse fenômeno começou no interior de São Paulo há alguns anos e se espalhou para o resto do país de forma lenta. Hoje, esses loteamentos estão em boa fase no Centro-Oeste e também partes do Norte e Nordeste brasileiros. Nessas regiões, os lotes são vistos como bons investimentos, já que as cidades ainda estão em fase de valorização, e, por isso, são bastante procurados.

Imóveis de dois quartos: o perfil de busca dos consumidores

Se a sua incorporadora não atua nos extremos do mercado (popular e alto padrão) e você não pretende mudar o foco, a melhor opção no segmento intermediário é apostar nos imóveis mais buscados.

Segundo dados do Secovi SP, imóveis na faixa de valor entre R$200 mil e R$ 500 mil foram os mais vendidos no primeiro trimestre do ano. Quanto às características, os mais buscados são os de 2 dormitórios, com área privativa entre 45m² e 65m².

Embora seja possível analisar dados gerais do mercado e identificar quais são os empreendimentos imobiliários mais rentáveis, é importante ressaltar que, em um país continental, como o Brasil, as diferentes regiões apontam para cenários distintos. Por isso, é sempre válido estar atento ao seu mercado de atuação e contar com um software de BI para incorporadoras, que vai lhe ajudar nas análises locais e a identificar os investimentos imobiliários mais rentáveis da sua região.

(Fonte: O Documento)

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Transações por permuta estão no foco imobiliário de Joinville

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A maioria das operações imobiliárias na cidade de Joinville é realizada por permuta, principalmente enquanto o custo dos imóveis permeia na faixa de R$ 400 mil e R$ 600 mil. É o modo mais utilizado de negociação, uma vez que os investidores não querem dispor de seus recursos poupados. Resguardam-se, assim, de incertezas econômicas que podem vir a suceder e assimilam o bom desempenho dos investimentos financeiros.

– Outra tendência verificada desde o início do segundo semestre é o retorno do parcelamento direto dos consumidores com as construtoras. Um terceiro comportamento dos clientes é o aumento da busca por consórcio, uma estratégia no sentido de reduzir custos de financiamento imobiliário. Estes, habitualmente, embutem juros mais elevados – conta Elizandro Amorim, presidente do segmento imobiliário na Associação Empresarial de Joinville (ACIJ), em entrevista ao Diário Catarinense.

O gestor menciona o início de uma próspera recuperação nas vendas, após o mercado estagnado por cerca de um ano e meio. Diversos profissionais que atuam nesse segmento concordam que, as propriedades imobiliárias que possuem maior pré-disposição de venda, são aquelas em que seu preço varia num âmbito de R$ 300 mil e R$ 400 mil. A permissão de descontos em imóveis neste panorama é bastante comum.

Além disso, contratos sobre imóveis com valor a partir de R$ 600 mil raramente acontecem com ausência de um financiamento. A tomada de decisão ao providenciar bens como estes são sujeitos, em grande parte dos casos, ao parcelamento de dívidas promovido por diversas agências bancárias ao longo de anos, variando de acordo com a declaração – ou comprovação – de renda dos candidatos a proprietários, cumprindo operações matemáticas próprias de cada banco.

– Há dinheiro rodando. Empresários com caixa alto estão comprando imóveis à vista, ganhando nos descontos. Constato, ainda, migração do tipo de imóvel procurado. A classe média está movimentando este nicho de mercado, saindo imóvel de dois quartos para o de três. Em linha, os apartamentos com mais de 100 m² já representam mais de um quinto (20%) das vendas.

O estilo de vida de pessoas que residem em casas, principalmente aquelas que já entraram na terceira idade, está em constante mudança. Uma parcela desta população dá mais importância atualmente à segurança pessoal do que a cerca de dois anos atrás. Isso se deve, de modo relativo, ao aumento constante da criminalidade nas grandes cidades. Assim, eles procuram por apartamentos como nunca antes.

Mesmo com a restrição no que se refere à privacidade, idosos compreendem a segurança como algo primordial. Os valores pouco têm transitado durante o último ano. E devem ser submetidos à valorização no ano que segue nas localidades em que a jurisprudência urbanística, a Lei de Ordenamento Territorial (LOT), ampliar o leque de edifícios e/ou conceder novas utilizações. Segundo corretores, estes aspectos devem gerar maior ambição pelo mercado imobiliário daqui em diante.

Outra atualização no comportamento do consumidor aponta que parte da elite residente na região norte do Estado visualiza possibilidades para além, inclusive, da região do Vale do Itajaí. Joinvilenses pertencentes às classes A e B, hoje em dia, buscam por propriedades em outras paradas. Se até então o sonho de consumo da maioria era possuir uma residência de verão em Balneário Camboriú, hoje Itapema está dentro do perímetro para um público com alto poder aquisitivo.