Índice de mulheres no setor imobiliário vêm ganhando força

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Tradicionalmente ocupado pelos homens, o mercado de corretagem de imóveis vem se tornando paulatinamente mais diverso. Isso acontece nas duas pontas, tanto no atendimento direto aos clientes, como na direção das imobiliárias. Embora não existam pesquisas recentes, dados de mercado apontam que as mulheres já ocupam 48% dos cargos e, em Minas Gerais, esse número deve passar de 30%.

Só os números, porém, não são capazes de tornar a vida das mulheres mais fácil em um país, reconhecidamente, machista. Para a presidente da Câmara do Mercado Imobiliário/Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Cássia Ximenes, o mercado já está maduro para entender que as diferenças acontecem entre profissionais e não entre gêneros, mas, mesmo assim, algumas situações ainda incomodam a maioria das mulheres.

“Claro que o mundo dos negócios ainda é majoritariamente masculino, mas isso vem mudando, mesmo que lentamente. Ainda me assusto vendo que em uma turma de 43 alunos que estudam gestão no ramo imobiliário na Fundação Dom Cabral (FDC), apenas nove sejam mulheres. Um fato corriqueiro, como o corretor convidar o cliente para um café é visto com naturalidade. Mas quando uma corretora faz isso, tem que ser com muito cuidado, para não gerar outras interpretações. Infelizmente ainda enfrentamos o preconceito por sermos mulheres”, explica Cássia Ximenes.

Há 18 anos no comando da Silvio Ximenes, junto com duas irmãs, a empresária assumiu a presidência da CMI/Secovi-MG em março, para o período 2016/2018. Jornalista, ela fez carreira na comunicação social antes de assumir os negócios da empresa fundada pelo pai e, posteriormente, ingressar nas entidades de classe.

“Nasci e cresci respirando o mercado imobiliário. Resolvi experimentar a comunicação e vi que ela é importante dentro de qualquer atividade. Poderia usar esse conhecimento para melhorar a nossa empresa, entendendo melhor o nosso cliente. Depois da CMI percebi novamente a baixa participação das mulheres. Criamos a CMI-Mulher e fomos nos fortalecendo como  grupo. Hoje não há mais motivos para inibição durante as reuniões e ocupamos a presidência”, comemora a empreendedora.

Mudança de rumo – Solange Rettore deixou a psicanálise em um momento de questionamento sobre os rumos da carreira. Uma oportunidade de ajudar o marido a organizar a nova imobiliária fez surgir uma nova paixão e um novo caminho profissional. Compartilhando o comando da Ronaldo Starling Netmóveis, a empresária hoje comanda uma equipe de oito corretores e mais a equipe administrativa.

“Como eu tinha experiência administrativa, fui ajudá-lo. Era para ser temporário, mas fui me encantando pela atividade. Vi que podia aplicar meus conhecimentos treinando os corretores para uma escuta mais cuidadosa, logo, mais produtiva. Podia agregar valor à equipe”, relembra Solange Rettore.

O empoderamento das mulheres dentro da sociedade brasileira como um todo também ajuda a explicar o sucesso das corretoras. Por terem aumentado o poder aquisitivo nas últimas décadas, as mulheres também alcançaram maior poder de decisão na hora da compra ou aluguel do imóvel. E aí a preferência por serem atendidas por outras mulheres começou a aparecer.

“O empoderamento está acontecendo de forma sutil, com as mulheres se colocando no mercado, administrativamente com competência. Observo que muitas corretoras, assim como a nossa, já são comandadas por mulheres”, destaca a administradora.

Já para a vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Sindimóveis-MG), Carolina Pereira Machado, as mulheres já ocupam o mesmo patamar que os homens no mercado de trabalho no setor imobiliário, inclusive liderando empresas com equipes predominantemente femininas.

“As corretoras conseguem entender melhor as mulheres – que estão concentrando o poder de decisão – realizando um atendimento mais detalhado e delicado. Além disso, as mulheres buscam mais capacitação. Diante de tudo isso, não acredito mais no preconceito”, afirma Carolina Machado.

(Fonte: Diário Do Comércio)

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Usuários de aplicativo poderão dar notas ao atendimento de corretores

Operando como um serviço para locação de imóveis via web, a startup QuintoAndar agregou à sua interface de trabalho uma funcionalidade já bastante conhecida pelo público, usuário de diversas plataformas digitais. A partir de agora, o próprio contratante poderá classificar, de modo anônimo, o desempenho do profissional que o guiou por uma visitação até a propriedade imobiliária escolhida.

Assim como nos demais formatos categóricos, a avaliação através do aplicativo pode ser mensurada entre uma e cinco estrelas. Além disso, será possível descrever, de forma pontual, itens como a pontualidade no local por parte do corretor, o know-how acerca das condições em que se encontra o imóvel e a disponibilidade do profissional. Outra possível alternativa é contar se a propriedade se mostrou concordante em relação às fotos disponibilizadas pela ferramenta.

Porém, é preciso deixar claro que o conceito deste recurso não é exatamente algo novo. De acordo com o cofundador André Penha, a classificação acerca dos serviços destes profissionais é algo que já estava nos planos da organização desde o início. Hoje, a plataforma conta com cerca de 80 corretores cadastrados em seu sistema. A finalidade é agregar cerca de 100 servidores até o final deste ano, e duplicar este número até dezembro de 2017.

Segundo o empresário, há uma lista de espera contando com quase duas mil pessoas visando prestar seus serviços em parceria com a startup só na região de São Paulo. Será necessário ainda implementar um sistema de filtragem dos candidatos, além da estimativa do próprio usuário; fatores que podem orientar os gestores em meio ao processo de recrutamento dos profissionais.

Para os corretores que estiverem pensando em fazer parte da empresa, é necessário passar por uma sucessão de etapas. A primeira delas é enviar texto e vídeo próprios através da ferramenta YouTube, apresentando seus motivos para entrar na equipe da instituição. Os profissionais aprovados seguem para a segunda etapa, que consiste basicamente em uma entrevista realizada in loco. O único pré-requisito é que o candidato seja credenciado pelo Conselho Regional de Imóveis (Creci) da região na qual atua.

Prospecção

Os serviços da QuintoAndar estão disponíveis atualmente em três cidades: São Paulo, São Caetano do Sul e Campinas. De acordo com Penha, a organização possui projeto de expansão para outras localidades em São Paulo, como Osasco, Guarulhos e toda a região do ABC paulista. Posteriormente, a empresa planeja alcançar também outros estados espalhados pelo território nacional. Devido à rápida evolução, a equipe pretende se estabelecer no maior número de localizações viável.