Vale a pena alugar o seu imóvel em curtas temporadas?

House owner/real estate agent giving away the keys

O aluguel de imóveis por temporada já é bastante praticado no Brasil, normalmente nos destinos turísticos do país. As ocasiões de datas comemorativas e feriados prolongados são boas oportunidades para fazer um dinheirinho extra com o seu imóvel.

Como já acontece no exterior, tem se tornado cada vez mais comum os proprietários saírem de suas casas temporariamente para alugar o seu imóvel por temporada, ou ainda, alugarem parcialmente sua residência, oferecendo quartos para turistas por curtos períodos, permanecendo no imóvel, como em um serviço de hospedagem.

Se você está pensando em alugar, veja os cuidados essenciais para fazer um bom negócio:

• Se você não é o proprietário, não se arrisque! A maioria dos contratos de locação proíbe a sublocação do imóvel, sob pena de multa e rescisão do contrato;
• Pesquise os preços praticados na rede hoteleira da sua região para poder definir o seu preço;
• Lembre-se que os turistas têm a opção de hotéis, hostels e pousadas, então, alguns serviços, pequenos mimos e facilidades, como café da manhã, serviço de lavanderia e guia, podem atrair interessados no seu imóvel;
• Capriche no anúncio, incluindo detalhes sobre as acomodações, área de lazer e serviços disponíveis, informações sobre a região (distâncias até os estádios, aeroportos e pontos turísticos), infraestrutura local (transporte e comércio). Não economize nas fotos e lembre-se que se o anúncio estiver em inglês e português, você aumenta suas chances de locação para diversos públicos, incluindo estrangeiros;
• Geralmente todo o negócio é feito pela internet, mesmo assim, é prudente solicitar todos os dados cadastrais do interessado pela locação, inclusive cópia de seus documentos (RG, CPF ou Passaporte) e fazer uma pesquisa cadastral de crédito no Serviço de Proteção ao Inquilinato (SPI) e Serasa, sempre que possível;
• Para evitar prejuízos com desistências de locação ou hospedagem na última hora, você pode exigir um sinal quando o contrato for fechado. O restante do valor pode ser pago na entrega das chaves para o inquilino. Neste caso, faça um recibo informando, por escrito, que em caso de desistência do inquilino, o sinal não será devolvido, e que em caso de você desistir do negócio, terá que devolver o sinal, mais uma multa no mesmo valor, conforme previsto no Código Civil;
• Mesmo sendo uma locação temporária, você pode pedir garantias locatícias, no entanto, nos casos de locação para estrangeiros, não é possível pedir fiador ou seguro fiança, devido à falta de documentos (como CPF e folha de cheque local), portanto você pode solicitar um depósito adiantado em dinheiro no valor de até três meses de aluguel. Esse valor é devolvido ao inquilino quando o contrato terminar, desde que esteja tudo em ordem;
• Elabore um contrato escrito com a descrição do tipo, período e preço da locação. Para evitar multas do condomínio, por bagunça e barulho no local, é bom definir nesse documento quais são as regras de conduta no local e informar no contrato que haverá multa no caso de infração. Se o imóvel estiver mobiliado, inclua a descrição da mobília e dos eletrodomésticos. É prudente anexar um formulário de vistoria antes e depois da locação para evitar possíveis prejuízos;
• O contrato deve ter um período menor que 90 dias, para evitar que ele seja automaticamente alterado de um contrato de locação temporária para locação permanente, conforme a legislação;
• Como locador, você pode receber antecipadamente a totalidade do valor do aluguel mais encargos (contas de consumo: água, luz, gás).

Precauções tomadas, aproveite bem o dinheirinho extra e lembre-se que esta pode ser uma boa oportunidade para conhecer pessoas e, quem sabe, até fazer novos amigos!

O ano de 2016 é ideal para quem quer comprar um imóvel

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A crise afetou a economia brasileira e, com o cenário de instabilidade, trouxe como consequência a desaceleração do mercado imobiliário. Se por um lado o cenário não é positivo, por outro criou um clima favorável para quem está pensando em realizar o sonho da casa própria. Como existe uma expectativa de que a economia não vai ter uma recuperação significativa em 2016, a tendência é que os estoques das construtoras continuem altos, os valores mais baixos e que as promoções aconteçam. Porém, é inevitável lembrar que as taxas de juros cresceram bastante. Portanto, fica a pergunta: esta é a hora de comprar um imóvel?

Para quem não tem o valor integral do imóvel, existe um receio muito grande na hora de fechar o negócio. Principalmente porque há uma incerteza em relação ao futuro. Com a economia instável, o emprego e a manutenção da renda também tendem a ficar instáveis. E, para quem vai optar por um financiamento para comprar a casa própria, essas questões pesam principalmente pelo tempo que pode-se levar para quitar a dívida, cerca de 30 anos. “Esse quadro faz com que as pessoas adiem este tipo de projeto a longo prazo”, explica o economista Marcelo Barros.

No entanto, as expectativas econômicas para 2016 ainda são incertas e não existe uma previsão de que haja uma melhora significativa. “O mercado tende a acompanhar a dinâmica da economia e o cenário para este ano ainda é adverso, com expectativa de queda do PIB (Produto Interno Brasileiro)”, diz o economista, para completar que a perspectiva passa a ser melhor para 2017. “Se a economia começar a se ajustar, a tendência é de melhora para o próximo ano”.

Portanto, 2016 se mostra favorável para a compra de um imóvel. Primeiro porque os estoques das construtoras ainda estão em alta, como resultado da retração do mercado em 2015, os preços estão mais baixos e existem muitas promoções. Inclusive, os preços dos imóveis usados seguem a tendência dos novos. E é importante entender que, com a volta da economia a patamares positivos, o mercado volte a ficar aquecido, os valores mais altos e que não exista mais tanta oferta de promoção.

Se a hora é agora, ainda assim é fundamental compreender em quais circunstâncias vale a pena investir em um imóvel. Para quem tem o dinheiro integral para quitar, o momento é o ideal. “Este é o momento perfeito para quem pode pagar à vista porque vai ter um poder de barganha maior”, explica Barros.

Já no caso do financiamento, vale ressaltar que os juros sofreram elevações seguidas por conta da redução dos depósitos e o incremento dos saques de poupança, a principal fonte dos financiamentos imobiliários. Por isso, nestas condições, o economista sugere que o cliente junte um bom dinheiro para dar de entrada e fechar um financiamento menor, seja em prazo ou no valor das parcelas. “O melhor é dar uma boa entrada, no caso do primeiro imóvel, ou dar o imóvel já existente como entrada, se for uma mudança”, explica.

No final das contas, a ideia tanto para quem pretende pagar à vista ou financiar é a mesma: pesquisar e analisar o imóvel que oferece as melhores condições. “O negócio é procurar com calma, conseguir fechar uma condição melhor, com uma negociação vantajosa e fechar uma aquisição que não vá se arrepender”, afirma Eduardo Zylberstajn, coordenador do Índice FipeZap.

Paciência é a palavra-chave. “As construtoras estão oferecendo excelentes condições para os compradores. O ideal é estudar, comparar as ofertas, barganhar preço e até tentar incluir na negociação os custos inerentes do imóvel, como escritura e ITBI, para tentar negociar um pacote”, conclui Marcelo Barros.

Via: Zap Imóveis.